domingo, 12 de fevereiro de 2017

Uma versão feliz para o trailer de The Shine


Não sei o que gosto mais desse trailer apócrifo para o sucesso de Kubrick baseado na obra de Stephen King, se é a música feliz, Salsburg Hill, do Peter Gabriel, e as cenas bem cortadas, ou a lenda que reza que o autor (desse trailer) teve que ver e rever esse filme centenas de vezes, para achar os dez segundos de risadas de Jack Nicholson sem que elas virassem uma careta medonha, e maníaca, como acontece praticamente todas as vezes no filme.

Esse é um filme lento, um filme de outra era, que provavelmente hoje os jovens se dividiriam entre enfadonho e chato pra caralho à respeito dele. É todo esse lance de fazer um terror psicológico, um tipo de bruxa de Blair, mas sabendo que há um monstro no final, no final o monstro somos nós mesmos, e a forma lenta como sucumbimos à nossas próprias loucuras, cigarros, álcool ou um hotel sobre um cemitério indígena que tenta nos arrastar para possuir nossa alma. É isso.

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